Festival Múltiplo 2026, pela Zaratan – Arte Contemporânea, 21 a 23 agosto, Lisboa

Cruzamento disciplinar
Festival Múltiplo 2026, pela Zaratan – Arte Contemporânea, 21 a 23 agosto, Lisboa

António Cova e Oko Yono © Festival Múltiplo (2025) . Foto: Nuno Martins

"Na sua oitava edição, o Festival Múltiplo propõe 3 dias de atuações musicais e intervenções artísticas. Com este evento anual celebramos o espírito de luta dos espaços independentes, onde diversas espécies se multiplicam a um ritmo rápido, contra a homogeneização cultural e fora das lógicas comerciais e capitalistas, dos clubes exclusivos e dos circuitos convencionais. Em oposição à típica migração das massas para os grandes festivais de verão, propomos um pequeno festival feito por agentes locais, que nos permite habitar o centro histórico e manter vivos projetos independentes de alto valor artístico.

O Festival Múltiplo 2026 caracteriza-se por uma forte componente de produção criativa DIY e envolve de uma forma sustentável e interdisciplinar uma seleção de artistas e agentes dos mais interessantes no panorama artístico nacional. Apresenta 12 concertos, o lançamento de 3 obras em edição múltipla e o lançamento de 12 cartazes. Inclui ainda open studios e tertúlias.

À semelhança dos anos anteriores, o Festival apresenta uma panóplia variada de géneros e estilos, onde se poderão ouvir os projetos propostos por editoras e promotoras independentes de destaque no panorama português: Variz, Colectivo Casa Amarela, 4DaRecord e Mantrid Drone. Os doze concertos em cartaz colocam em cena a diversidade de abordagens estilísticas, onde há espaço para improvisação livre, eletrónicas, noise, spoken word e outras expressões da música exploratória. A cada dia, alternamos as propostas das editoras convidadas com artistas programados pela própria Zaratan.

Celebrando a liberdade da música através da sua desconstrução e recomposição em tempo real, a editora 4DaRecord propõe concertos com nomes incontornáveis da música improvisada e do jazz, apresentando o trio Open Source 3IO, composto por José Menezes (saxofone), João Lencastre (bateria) e Hernâni Faustino (contrabaixo); o encontro luso-americano Água Doce, Água de Sal, reunindo Rodrigo Brandão (voz), Rosita Kèss (voz e guitarra) e Brad Jones (contrabaixo); e o projeto Double Double, um dueto de contrabaixos imponente entre João Madeira e Michael Formanek.

A Variz apresenta propostas focadas na experimentação, com a eletrónica munida de pinças, melodias lateralizadas e batidas crustáceas dos Caranguejos (duo formado por Tam e Miguel Sá), a eletrónica experimental e não convencional de Pedro PMDS, e as composições e colagens sonoras em tom de storytelling de Joana de Sá.

O Colectivo Casa Amarela propõe uma viagem imersiva com alga, pseudónimo de Cláudia Simões, que nos conduz por um campo sonoro assombrado por espíritos e pontuado por vozes espectrais, a eletrónica densamente texturada de Canadian Rifles, e as texturas densas, abrasivas e contemplativas do compositor Jerome Faria.

A Mantrid Drone apresenta o death industrial e harsh noise de Formidolor. A Zaratan complementa a programação musical com o projeto audiovisual que cruza o pós-rock e o art-punk de Musgos, e as sonoridades indie-rock e spoken word de intervenção dos Llama Virgem.

Para limpar o paladar auditivo, intercalam os concertos as playlists dos não-djs convidados, que propõem uma partilha musical com gostos sortidos: Folin Carrell, Sunga Chunga Leopardo e Xerox.

Durante o festival apresentamos 3 novas obras em edição limitada, havendo um lançamento por dia, que resulta da colaboração com artistas que expuseram na Zaratan neste e nos anos anteriores: Filipa Almeida, Carlota Jardim e Leal Veileby. Na galeria apresentamos estas edições inéditas, que funcionam como um prolongamento das exposições individuais.

A programação musical é acompanhada por um projeto específico de edições gráficas impressas em risografia em colaboração com a Stolen Prints, onde os artistas visuais são convidados a realizar um artwork original inspirado no som de cada banda a atuar durante o festival. Os 12 cartazes são criados por Sara & André, José Smith Vargas e João Campolargo Teixeira.

Ao longo dos 3 dias abrimos também os estúdios no andar de cima da galeria para apresentar as pesquisas dos artistas internacionais Nata Chebarkova e Daniel Onofreichk -Demyan, que integram o programa de residências internacionais durante o mês de Agosto.

O Festival Múltiplo tem uma lotação limitada a 60 pessoas por dia e a entrada tem um valor de 5 euros por dia/pessoa que reverte como donativo para a associação. Não aceitamos pré-reservas, venham cedo!".

(Zaratan – Arte Contemporânea)


LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS 

21 a 23 agosto 2026, 16h00 – 21h00
Zaratan – Arte Contemporânea
Rua de São Bento 432, 1250-221 Lisboa


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Artistas: 
Água Doce, Água de Sal, alga, Brad Jones, Canadian Rifles, Caranguejos, Carlota Jardim, Cláudia Simões, Daniel Onofreichk -Demyan, Double Double, Filipa Almeida, Folin Carrell, Formidolor, Hernâni Faustino, Jerome Faria, Joana de Sá, João Campolargo Teixeira, João Lencastre, João Madeira, José Menezes, José Smith Vargas, Leal Veileby, Llama Virgem, Michael Formanek, Miguel Sá, Musgos, Nata Chebarkova, Open Source 3IO, Pedro PMDS, Rodrigo Brandão, Rosita Kèss, Sara & André, Stolen Prints, Sunga Chunga Leopardo, Tam, Xerox.

Parceiros: 
Colectivo Casa Amarela, 4DaRecord, Variz, Mantrid Drone, Stolen Prints

Direção artística: 
José Chaves

Assistência técnica: 
João Pedro Branco e Boris Nunes

Documentação: 
Nuno Martins

Design: 
Gemma Noris


BILHETEIRA

Preço dos bilhetes: 5 euros


ACESSIBILIDADE

As atividades públicas realizam-se no piso térreo da Zaratan, o que permite o acesso à galeria a pessoas com mobilidade reduzida.


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