"Un Manto Ancestral", de Julian Sanchez, 7 novembro, Jardins do Bombarda - Centro Cultural e Comunitário, Lisboa

Un Manto Ancestral © Miguel Ferrão Lopes (Almada 2026)
"Un Manto Ancestral é uma performance site-specific, que nasce das raízes e dos rituais das comunidades andinas, particularmente dos povos da Sierra Nevada de Santa Marta, na Colômbia. Estas comunidades utilizavam um manto branco, tecido em algodão, que simboliza a neve da montanha e a conexão espiritual com o território. Julian Sanchez propõe trazer esse conhecimento ancestral para um contexto contemporâneo - construindo narrativas biográficas que remetem para um passado colonial comum -, transferindo essa realidade para novos territórios, com a intenção simbólica de «colonizar» um espaço durante um determinado período de tempo. No entanto, essa colonização não opera a partir da dominação, mas sim da presença ritual, do encontro e da troca. A performance transforma o conceito de invasão numa experiência festiva e reflexiva, onde a diferença cultural não separa, mas revela aquilo que nos une como seres humanos. Apresenta-se como um gesto de memória num protesto poético e não violento, uma ocupação simbólica que opera a partir da vulnerabilidade, e uma celebração crítica que questiona as dinâmicas atuais de poder e exclusão".
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Pesquisa, Direção Artística e Criação: Julian Sanchez
Interpretação em colaboração: Eliseu Ferreira, Fátima Lopes, Julian Sanchez, Rute Rocha Ferreira
Acompanhamento Artístico: Miguel Ferrão Lopes
Sonoplastia e Apoio Musical: Afonso Gaspar
Apoio Dramatúrgico: António Figueiredo Marques
Apoio Dramatúrgico e Movimento: Mariana Tengner Barros e Vânia Rovisco
Colaboração em Ensaios: Gustavo Antunes
Registo Fotográfico e Audiovisual: Guilherme Gouveia
Produção, Comunicação, Fotografia Promocional e Grafismo: Miguel Ferrão Lopes
Gestão Financeira: Maria Paula
Apoio Financeiro: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Apoios e Residências Artísticas: AADK Portugal – Actual Arquitectura da Cultura, A Bela Associação, Companhia Olga Roriz, Jardins do Bombarda – Largo Residências, Pólo Cultural Gaivotas - Câmara Municipal de Lisboa
A apresentação decorre em espaço aberto, ao ar livre. A performance tem início no Campo Mártires da Pátria - junto à estátua do Dr. Sousa Martins - e contempla um percurso até aos Jardins do Bombarda, onde ocupará diversos espaços.
LOCAL, DATA, HORÁRIO
7 de novembro 2026 (sábado) - 17h
Jardins do Bombarda - Centro Cultural e Comunitário
Rua Gomes Freire 161, Lisboa
Duração aproximada de 2 horas
BILHETEIRA
Entrada livre
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/6
