"Penelopíada", pel'A Algures, 6 a 8 março, Sala Estúdio Valentim de Barros, Lisboa

Teatro
"Penelopíada", pel'A Algures, 6 a 8 março, Sala Estúdio Valentim de Barros, Lisboa

© Beth Freitas

“Chega até nós a escrita dos homens mas, para quem sabe abrir as malhas, chega-nos a inscrição das mulheres. A PENELOPÍADA é uma obra que se tece e destece continuamente, percorrendo grandes mitos mas desta vez são contados por animais, ilhas, fios, pedras, a partir de uma relação sensível com as coisas. As mãos de Penélope vão trabalhando as histórias e, como o seu manto, sabemos que nenhuma história pode ser verdadeiramente acabada.”

“Penelopíada” é o resultado de mais de dois anos de investigação e criação, guiado pela lógica do fazer e desfazer como prática e método. Propõe uma releitura contemporânea do mito de Penélope, revisitando a espera e o poder. A estrutura do espectáculo assume uma cosmovisão eco-feminista e, contrapondo à narrativa heróica, apresenta uma multiplicidade de histórias e vozes entrelaçadas. Cruza narração e materialidades, dando voz às mulheres e às matérias que as acompanham: água, fios, jarros, memória.

Penélope surge como figura política, sem romantização, observada a partir de uma ética da persistência, do cuidado e da recusa em colaborar com lógicas de conquista e exploração. Na espera e na escuta atenta e sensível do que a rodeia, narra histórias de violências e resiste, tecendo e destecendo.
Destecer como acto de rebeldia.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Direção: Ana Cristina Colla
Conceção, Criação e Interpretação: Susana Cecílio
Texto: Matilde Real
Cenografia e Desenho de Luz: Eduardo Brasil
Criação Musical: Malena Rampi
Figurino: Elisa Rossin e Sónia Sousa
Captação e Gravação de Áudio: Luciano Assumpção e Malena Rampi
Vozes off: Ana Cristina Colla, Catarina Caetano, Claudia Andrade, Karen Debértolis, Rosa Souto Armas e Susana Cecílio
Produção: Ana Pinto
Fotografias e Vídeos: Beth Freitas
Design: Susana Malhão
Comunicação: Eduardo Quinhones Hall e Poliana Tuchia

Estudos Cénicos para a Criação: Catarina Caetano (canto V, “Jogos de cintura”), Eduardo Brasil (canto II, “Línguas de Circe”), Joana Egipto (canto IV, “As armas de Baubo”), Malena Rampi (canto III, “O cuidado das anónimas”) e Susana Cecílio (todos os cantos em dueto e o canto I, “Teia de relações”, em solo)

Apoios: Alma d’Arame; Câmara Municipal de Montemor-o-Novo; Ennes Business Center; IBERESCENA; Junta de Freguesia do Lumiar; LUME Teatro; Projeto Ruínas; Teatro Barracão; República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Coprodução em Residência: O Espaço do Tempo
Parceiros media: GERADOR, CoffeePaste
Parceria: Largo Residências


LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS 

Sala Estúdio Valentim de Barros
Jardins do Bombarda
Rua Gomes Freire 161, Lisboa 
6 e 7 março 2026, 21h 
8 mar 2026, 16h00 
Duração: 60 minutos


BILHETEIRA

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Preço dos bilhetes: 12 € (5 euros para menores de 18 anos) 
Descontos: 30% para maiores 65, menores 30, profissionais do espetáculo, pessoas com mobilidade condicionada, deficiência, surdas ou neurodivergentes (acompanhante: gratuito) 


CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA

M/12


MAIS INFORMAÇÕES

www.aalgures.pt

 

 

 


Apoio: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes