"Terra Chã - onde o corpo se deita no silêncio", pela CDCE, 11 abril, Montijo

A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) estreia a nova criação “Terra Chã - onde o corpo se deita no silêncio”, no dia 11 de abril de 2026, às 16h30, no Cinema-Teatro Joaquim D’Almeida, no Montijo.
Com autoria de Nélia Pinheiro, a peça reúne em palco os bailarinos Francisco Freire, Gustavo Nunes, Inês Afonso, Inês Gil, Rafaela Nunes e Sara Gomes. Os figurinos estão a cargo de José António Tenente.
A criação aprofunda a relação entre corpo, território e memória, tomando o Alentejo como campo de reflexão e presença. A peça preserva a atenção à terra, à voz e aos modos de vida, explorando contrastes entre gesto e suspensão, coletivo e isolamento, densidade rítmica e vagar.
SINOPSE
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), no âmbito de uma coprodução com o Cinema-Teatro Joaquim D’Almeida, estreia, no Montijo, a nova criação de Nélia Pinheiro, Terra Chã - onde o corpo se deita no silêncio, desenvolvida a partir da obra Terra Chã, criada em 2016.
Mais do que uma reposição, esta nova etapa assume-se como uma criação autónoma, que retoma o universo da peça original e o reorganiza numa nova estrutura coreográfica e dramatúrgica. Revisitar Terra Chã permite renovar o diálogo entre corpo, território e memória, aprofundando a relação entre criação contemporânea e identidade alentejana, ao mesmo tempo que reativa uma obra marcante no percurso da companhia.
A peça preserva o seu núcleo: a atenção à terra, à voz dos homens e às forças que moldam o modo de viver no Alentejo. O olhar coreográfico de Nélia Pinheiro constrói-se a partir de contrastes entre gesto e suspensão, coletivo e isolamento, densidade rítmica e vagar, num trabalho que parte da escuta do corpo, da respiração e das tensões de quem habita o território.
Os sonetos de Florbela Espanca mantêm-se como eixo de pensamento e composição, orientando a relação entre palavra e movimento e reforçando a ligação à herança cultural alentejana. A paisagem sonora articula música de Ólafur Arnalds com modas do cante alentejano, a que se junta a estrutura de composição de Gonçalo Almeida Andrade, ampliando a escuta do território e as leituras possíveis da obra.
A criação reúne seis intérpretes, integrando novas linguagens físicas e renovando a dinâmica de grupo. José António Tenente assina os novos figurinos e Paulo Graça retoma o desenho de luz.
Esta nova criação responde à necessidade de preservar e transmitir repertório, mantendo disponível para novos intérpretes e públicos uma obra central no percurso artístico da coreógrafa Nélia Pinheiro e da CDCE. Ao reconfigurar Terra Chã, a companhia reafirma uma linha de criação centrada em identidade, território e memória e abre um novo ciclo de circulação.
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Évora.
LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS
11 de abril de 2026, às 16h30
Cinema-Teatro Joaquim D’Almeida
Montijo
BILHETEIRA
Todas as atividades são gratuitas, mas requerem inscrição prévia
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/6
ACESSIBILIDADE
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