Exposição Shapeshifters, curadoria de Katherine Sirois, 20 maio a 10 julho, Lisboa

imagem gráfica P28
DESCRIÇÃO:
Com curadoria de Katherine Sirois, o projeto Shapeshifters apresenta ao público uma seleção de obras de artistas do contexto nacional e internacional que abordam o tema da metamorfose nas suas múltiplas aceções. O projeto desdobra-se em duas exposições quase simultâneas, nas quais estarão patentes obras distintas, tanto na Galeria do Pavilhão 31, como na UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (neste espaço complementar, em co-curadoria com Ricardo Barbosa Vicente).
Em conjunto, as exposições problematizam as fronteiras entre seres, contribuindo para dissolver a separação entre humano e natureza, bem como entre géneros, comunidades e geografias. O público poderá conhecer obras de coleções públicas e privadas, algumas das quais apresentadas em Portugal pela primeira vez, que exploram a erosão da rigidez identitária e valorizam a alteridade.
O projeto Shapeshifters propõe-se explorar, através das artes visuais contemporâneas, o tema da metamorfose nas suas dimensões estética, antropológica e filosófica, partindo da ideia de que as fronteiras entre os reinos mineral, vegetal, animal e humano são historicamente construídas e passíveis de reconfiguração. Reúne artistas de diversas origens culturais cujas obras investigam processos de transformação — seja ao nível do corpo, entendido como lugar de inscrição simbólica e material, seja através da criação de universos híbridos que interrogam a estabilidade das formas, das espécies e das identidades.
A apresentação do projeto em dois espaços distintos — a Galeria do Pavilhão 31 e a UCCLA — assenta numa lógica de complementaridade curatorial. Cada exposição propõe um recorte específico sobre o tema, permitindo um diálogo entre abordagens formais e conceptuais distintas, sem redundância, e promovendo a circulação entre contextos institucionais diferenciados.
Mais do que um motivo iconográfico, a metamorfose surge aqui como operador crítico e posição ética. Ao questionar a rigidez das fronteiras entre humano e não-humano, bem como entre géneros, comunidades e geografias, o projeto afirma a alteridade, a empatia e a diversidade como valores centrais. Neste enquadramento, a prática artística é entendida como processo transformador, capaz de reconfigurar matéria e significado, sendo a presença de ORLAN particularmente relevante enquanto referência histórica e crítica na problematização do corpo e da identidade.
Shapeshifters não surge de forma isolada, constituindo o prolongamento de uma investigação iniciada com Camouflage (2025), projeto igualmente concebido por Katherine Sirois. Nesse contexto, exploravam-se as dinâmicas de perceção visual e as estratégias de ocultação, disfarce e mimetização, interrogando a relação entre os corpos, o olhar e o ambiente. O gesto central consistia em “tornar-
-se invisível”, fundindo-se com o meio e perturbando a legibilidade das formas.
Em Shapeshifters, essa investigação é aprofundada e deslocada: já não se trata apenas de desaparecer, mas de transformar. A lógica da camuflagem evolui para uma lógica de metamorfose, centrada na transição entre estados, espécies e identidades. Se Camouflage operava sobretudo ao nível da superfície e da perceção, Shapeshifters incide sobre a própria constituição dos corpos e das formas, propondo uma reflexão sobre o devir e a instabilidade como condições fundamentais da experiência contemporânea.
A P28 é uma estrutura financiada pela República Portuguesa — Cultura, Juventude e Desporto/ Direção-Geral das Artes, no âmbito do Programa de Apoio Sustentado às Artes, Biénio 2025-26.
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FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Artistas participantes: Adriana Proganó, Arnold Fokam, Aurélien David, Carla Cabanas, Christian Holstad, Diogo Nogueira, Emerson Quinda, Fernanda Feher, Filipe Branquinho, Francisco Trêpa, Isabel Relvas, Joaquim Pires, Lu Wei, Mamady Seydi, Mané Pacheco, Marie-Pierre Brunel, Nadia Barkate, ORLAN, Pedro Barassi, Pedro Martins, Rebecca Munce, Sara & André, Svenja Tiger e Vicente Blanco.
Curadoria: Katherine Sirois | co-curadoria (UCCLA) de Ricardo Barbosa Vicente.
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LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS DE APRESENTAÇÃO:
Inauguração:
19 de Maio, 18h00 (Galeria do Pavilhão 31)
27 de Maio, 18h30 (UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa)
Exposição:
20 de Maio a 4 de Julho de 2026
Quarta-feira a Sábado: 14h – 19h. Encerra feriados.
Galeria do Pavilhão 31 | Hospital Júlio de Matos | Av. do Brasil, nº 53 (entrada Rua das Murtas), Lisboa
28 de Maio a 10 de Julho de 2026
Segunda a Sexta-feira: 10h – 13h / 14h – 18h. Encerra feriados.
UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa | Casa das Galeotas | Av. da Índia, nº 110, Lisboa
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INFORMAÇÕES SOBRE BILHETEIRA:
Entrada livre.
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CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA:
Para maiores de 6 anos.
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ACESSIBILIDADE (DO ESPAÇO OU DA OFERTA ARTÍSTICA):
Além das condições de acessibilidade física ao espaço das galerias, que se encontram garantidas, não se aplica.
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LINK PARA SITE:
www.p28.pt
