"Dança e Filosofia: Ética, Raízes e Horizontes do Presente Frágil", 12 setembro, Teatro Municipal Sá de Miranda, Viana do Castelo

© Luís Ferreirinha
Sete anos depois, NuIsIs ZoBoP regressa a Viana do Castelo com "Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos"
A companhia apresenta a peça no Teatro Municipal Sá de Miranda a 12 de setembro e lança, dois dias antes (dia 10 de setembro), na Biblioteca Municipal, a publicação que a acompanha. Depois de ter apresentado em Viana do Castelo, entre 2010 e 2019, "Veleda" (Museu do Traje), "Nameless Natures" (Biblioteca Municipal), "O Céu é Apenas um Disfarce Azul do Inferno" (2016), "Da Insaciabilidade no Caso ou Ao Mesmo Tempo um Milagre" (2017 e 2018) e "Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade" (2019), estes últimos três no Teatro Municipal Sá de Miranda, a NuIsIs ZoBoP regressa à cidade, sete anos depois, no dia 12 de setembro, às 19 horas, para apresentar "Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos". Dois dias antes, a 10 de setembro, pelas 17 horas, a companhia lança na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo a publicação associada à criação.
Entre 2010 e 2019, o Museu do Traje, a Biblioteca Municipal e o Teatro Municipal Sá de Miranda acolheram sucessivamente o trabalho da NuIsIs ZoBoP, tecendo com Viana do Castelo uma relação de continuidade pouco comum no panorama da dança contemporânea portuguesa. Para Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade, cofundadores e codiretores artísticos da companhia, o regresso à cidade, decorridos sete anos, equivale a retomar, ao fim desse tempo, um diálogo que permanece vivo. É esse o sentido que atribuem ao momento: o reencontro com uma cidade que acompanhou os primeiros passos da companhia e que volta agora a acolher o seu trabalho.
Em "Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos", o corpo afirma-se como lugar de resistência perante as formas de violência que atravessam o presente. Num tempo em que o horror ameaça banalizar o quotidiano e paralisar a ação, a dança é convocada como prática de presença, gesto de ocupação do instante contra o apagamento. A criação integra o percurso de investigação artística da companhia e estabelece pontes com a poesia de Paul Celan e de Herberto Helder e com os Études d'exécution transcendante de Franz Liszt, que estruturam a sua arquitetura cénica.
O solo, com dramaturgia e direção artística de Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade, estreou em 2025, no Festival Escenas do Cambio, na Cidade da Cultura da Galiza, com interpretação de Sara Miguelote, natural de Viana do Castelo, e figurinos e cenografia de NuIsIs ZoBoP e UN T.
(Nuisis Zobop)
LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS
12 setembro 2026, 19h
Teatro Municipal Sá de Miranda
Viana do Castelo
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/6
MAIS INFORMAÇÕES
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