"O Apaixonado Extravagante", pela Ar de Filmes, 21 janeiro (estreia), Teatro do Bairro, Lisboa

Ilustração de Joana Villaverde
A Ar de Filmes/ Teatro do Bairro estreia no dia 21 de janeiro no Teatro do Bairro a peça O APAIXONADO EXTRAVAGANTE, a partir de Place Royale (publicada em 1637) de Pierre Corneille (1606 1684), com encenação de Jorge Cramez. Depois da sua adaptação cinematográfica em 'Amor Amor' (2017), uma adaptação muito livre da peça de Corneille, o cineasta Jorge Cramez regressa ao texto do dramaturgo francês, com a tradução inédita de Luís Lima Barreto e Fátima Ferreira e põe em cena, entre 21 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026, a comédia de Corneille com um elenco maioritariamente constituído por atores da companhia do Teatro do Bairro.
O Apaixonado Extravagante, a partir de La Place Royale ou L’ Amoureux Extravagant, é frequentemente apresentada como a comédia mais moderna de Pierre Corneille. Escrita ainda antes das grandes tragédias, a peça distingue-se por colocar no centro da acção não um conflito social ou moral, mas a recusa íntima do compromisso amoroso. O protagonista não é um libertino triunfante nem um ingénuo romântico: é um homem que teme a perda da sua liberdade interior e prefere destruir o amor a submeter-se a ele. Nessa medida, a comédia antecipa figuras futuras do teatro moderno, nas quais o excesso de lucidez ou de cálculo conduz à solidão. Longe de uma simples intriga galante, La Place Royale trabalha temas que atravessarão toda a obra de Corneille – a liberdade, a coerência consigo mesmo, o sacrifício do afecto – mas tratados aqui sob uma forma leve, urbana e irónica. É essa tensão entre comédia e desilusão que faz da peça um objecto singular e surpreendentemente contemporâneo.
SINOPSE
Angélique e Alidor amam-se. Tudo parece encaminhar-se para um desfecho feliz, não fosse a extravagância de Alidor, que estima a sua liberdade acima do próprio amor. Incapaz de se entregar, o amante-filósofo engendra um plano absurdo: livrar-se de Angélique, entregando-a a Cléandre, o seu melhor amigo. E para apressar a separação, ele envia-lhe uma carta de amor falsa destinada a outra mulher. Mas Phylis, amiga de Angélique, aproveita a desavença para convencer a amante traída a aceitar a mão de seu irmão Doraste. Magoado pelo fracasso de seu plano, Alidor imagina um sequestro nocturno de Angélique por Cléandre. No final de uma trama turbulenta, repleta de reviravoltas, fintas e mal-entendidos, o herói desta comédia cruel alcança a liberdade forçando o outro à renúncia absoluta.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
texto PIERRE CORNEILLE
tradução LUÍS LIMA BARRETO e FÁTIMA FERREIRA
encenação JORGE CRAMEZ
com CAROLINA CAMPANELA CAROLINA SERRÃO EDUARDO FRAZÃO FRANCISCO VISTAS
JAIME BAETA JOÃO SÁ NOGUEIRA
cenografia ALEXANDRE OLIVEIRA
assistência de encenação MARIA JOANA FIGUEIREDO
pintura de telões CONSTANÇA VILLAVERDE ROSADO
desenho de luz RUI SEABRA
desenho de som PAULO ABELHO
construção de cenário FABIO PAULO
técnicos de luz ANTÓNIO SERRÃO e RAFAEL MOURA
técnico de som MATHEUS DE ALENCAR
ilustração JOANA VILLAVERDE
materiais gráficos MÁRIO SOUSA
frente de sala AFONSO LUZ
bilheteira ANDREIA ALENCAR
coordenação de produção ISABEL CARVALHO
administração de produção ANA BORDALO
comunicação MARIA JOÃO MOURA produtor
ALEXANDRE OLIVEIRA
produção AR DE FILMES/TEATRO DO BAIRRO
Duração: 100 minutos (aproximadamente)
LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS
21 de janeiro e 15 de fevereiro de 2026
Teatro do Bairro
Lisboa
BILHETEIRA
Bilhetes à venda em www.bol.pt e nos Pontos de Venda Aderentes
Reservas e informações: 21 347 33 58 / 91 321 12 63 (dias úteis entre as 15h e as 18h) e nos dias de espectáculo, no local, 2 horas antes do início.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/12
MAIS INFORMAÇÕES
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Apoio: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
