“Os Serrenhos do Caldeirão” no Ciclo Congerminar da associação Fogo Lento, 23 e 24 janeiro, Vila Nova de Gaia

“Os Serrenhos do Caldeirão”, de Vera Mantero . © Luís da Cruz
A criação de Vera Mantero “Os Serrenhos do Caldeirão” vai ser apresentada no "ConGerminar", um ciclo de programação artística da associação cultural Fogo Lento que cruza espetáculos, conversas, oficinas e residências, propondo uma reflexão ativa sobre regeneração — ambiental, social e humana — a partir da arte. Inspirado nas redes de micélio, o projeto desenvolve uma programação sazonal, relacional e descentralizada, ligando centros urbanos e territórios de baixa densidade e envolvendo públicos diversos, incluindo comunidades escolares, pessoas idosas e pessoas com capacidades reduzidas.
OS SERRENHOS DO CALDEIRÃO
Nesta criação de 2012, Vera Mantero debruça-se sobre a desertificação e a desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve. O resultado é uma peça povoada de vozes que vêm de longe. Cruzando as suas próprias imagens vídeo com as recolhas em filme do antropólogo Michel Giacometti, Vera Mantero lança um forte olhar sobre as práticas de vida tradicionais e rurais, os conhecimentos das culturas orais de norte a sul do país, e também as de outros continentes – como os índios da América do Sul, referidos por Eduardo Viveiros de Castro – num retrato alargado sobre os povos que possuem uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos (e devemos, para nosso bem) reativar.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Conceção e interpretação: Vera Mantero; Desenho de luz: Hugo Coelho; Captura de imagens e elaboração de guião para o vídeo: Vera Mantero; Montagem vídeo: Hugo Coelho; Excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti: Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S. Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve); Excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero; Residências Artísticas: Centro de Experimentação Artística - Lugar Comum/Fábrica da Pólvora de Barcarena/Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR/CaPA/Faro; Coprodução: DeVIR/CaPA; Produção: O Rumo do Fumo; Agradecimento: Editora Tradisom; Duração aproximada: 70 minutos. Este projeto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR/CAPa.
LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS
Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia, 23 e 24 de janeiro 2026, às 21:30
BILHETEIRA
Bilhetes à venda na Ticketline (online e postos de venda) e nas bilheteiras dos Teatros Municipais (AMG e CTEB).
Mais informações através do Tlf. 223 771 820 ou e-mail bilheteira.amg@cm-gaia.pt.
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
M/6
ACESSIBILIDADE
O Auditorio Municipal de Gaia tem 6 lugares para pessoas com mobilidade reduzida. As duas sessões do espetáculo terão interpretação em língua gestual portuguesa.
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design do cartaz : João Vladimiro
foto: Luís da Cruz
