Festival DUO: Poesia e Performance, pela FALA, entre 2 maio e 11 julho, Biblioteca de Alcântara, Lisboa

A Associação Fala Orgânica apresenta, entre maio e julho de 2026, o FESTIVAL DUO, um novo festival de poesia e performance que propõe encontros inéditos entre artistas, linguagens e comunidades. Com um formato expandido, o festival decorre ao longo de três meses, com duas datas mensais, reunindo em cada sessão dois performers convidados para apresentações de 30 minutos que cruzam poesia com outras áreas artísticas, como música, teatro, humor ou artes visuais.
O DUO deseja ser um espaço para cumprir o lema do Todo Mundo Slam: escuta e ternura radicais. Assim, o festival visa abrir espaço de troca para a comunidade de poetas e performers da palavra, com encontros entre artistas e público, promovendo a escuta, a troca e a experimentação dentro da cena da poesia falada. Ao reunir diferentes trajetórias, linguagens e origens, o festival reforça o papel da Fala Orgânica na dinamização cultural e na construção de uma comunidade artística diversa e ativa em Portugal.
Com as diversas “línguas portuguesas” . como eixo curatorial, o Festival DUO nasce como um espaço de escuta e experimentação, reforçando o espírito coletivo do Todo Mundo Slam, projeto criado em 2019 e que celebra agora sete anos de atividade contínua em Lisboa. Ao final de cada noite, o público é convidado a participar numa edição aberta do poetry slam, mantendo viva a dimensão participativa que caracteriza a iniciativa. Todos os eventos acontecem na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho e são gratuitos.
A apresentação do festival fica a cargo de Maria Giulia Pinheiro, fundadora do Todo Mundo Slam e diretora artística da FALA.
Cada sessão do Festival DUO contará ainda com uma mediação artística inédita: o artista visual Gonçalo Antunes desenvolverá um retrato visual do encontro, enquanto um(a) escritor(a) convidado(a) produzirá um texto original inspirado na noite. Os escritores convidados são: Gabriella Hedegaard, Gisela Casimiro, Patrícia Relvas, Paulo Pascoal, Namíbia Kaiowá e Elis Rita. Esses conteúdos serão posteriormente publicados no site da Fala Orgânica, prolongando a experiência para além do momento performativo.
Como desdobramento final do festival, será também editado um livro pela Editora Urutau, reunindo poemas dos três finalistas de cada uma das seis edições do Todo Mundo Slam realizadas no âmbito do projeto.
O Festival DUO conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, da Câmara Municipal de Lisboa e da Rede de Bibliotecas de Lisboa (BLX).
TODO MUNDO SLAM
Todo Mundo Slam é um prestigiado campeonato mensal de poesia falada (poetry slam) sediado em Lisboa, que se afirma como um vibrante espaço de resistência e celebração da diversidade. Criado e apresentado por Maria Giulia Pinheiro e organizado pela Associação Fala Orgânica, o evento promove uma experiência decolonial e interativa onde a palavra é a ferramenta principal de transformação social. Para garantir o foco na performance e na mensagem, a competição segue regras globais rigorosas: Os poemas apresentados devem ser obrigatoriamente originais; Cada performance tem um limite máximo de 3 minutos; É proibido o uso de instrumentos musicais, figurinos ou adereços; O vencedor é escolhido por cinco jurados selecionados aleatoriamente entre o público.
PROGRAMAÇÃO E DESTAQUES
Com apresentação de Maria Giulia Pinheiro, a programação reúne nomes emergentes e consolidados da cena das línguas portuguesas, com propostas que atravessam diferentes territórios estéticos e políticos, com raízes em Angola, Brasil, Cabo Verde e Portugal:
→ 2 de maio: Leonor Ribeiro apresenta “Boss Biche Poesia: A Divagar se vai ao Longe”, cruzando spoken word, cartoonismo e humor; e DJ Huba traz “Um Toque Divinal”, uma reflexão poética sobre o amor.
→ 9 de maio: João Innecco apresenta “Amar um Homem Debaixo do Boi”, inspirado na cultura popular
brasileira; e Zeus Atro propõe “Trovões de um Deus Negro”, uma performance de forte carga política e identitária.
→ 6 de junho: Filipe Homem Fonseca apresenta “Mais Vale Sempre Que Cedo”, num registo entre poesia, humor e música; e Fernando Kahombo traz “TERA-SPOKEN-PIA”, uma intensa experiência performativa sobre identidade e memória.
→ 27 de junho: Felipe Castro apresenta “Resistir é sambar na cara do cansaço e da tragédia”, sobre resistência queer; e a dupla Margarida Azevedo e Ricardo Leiria apresenta “Shoot Me Down”, cruzando poesia, escultura e som.
→ 4 de julho: Karen David apresenta “Desverso”, um percurso poético sobre afetos e reconstrução; e Brisas Project traz o concerto-performativo “Perdoa o Transtorno”.
→ 11 de julho: José Anjos apresenta “A Floresta Transparente”, um concerto-recital que une poesia e música; e Vanessa Parish Crooks encerra o festival com “Rooted Voice / Before The Bloom” uma performance que cruza spoken word, soul e ancestralidade.
Lotação: 50 pessoas
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Concepção, produção e apresentação: Todo Mundo Slam
Direção geral: Maria Giulia Pinheiro
Assistência de direção: Gonçalo Antunes
Performances: Leonor Ribeiro, DJ Huba, João Innecco, Zeus Atro, Filipe Homem Fonseca, Fernando Kahombo, Felipe Castro, Margarida Azevedo, Ricardo, Karen David, Brisas Project, José Anjos e Vanessa Parish Crooks
Mediações: Gonçalo Antunes, Gabriella Hedegaard; Gisela Casimiro; Patrícia Relvas; Paulo Pascoal; Namíbia Kaiowá e Elis Rita.
Iluminação: João Pecegueiro
Assistência de produção: Marta Simas
Técnico de som: João Martins
Fotos e vídeos: Raquel Pimentel
Comunicação: FALA
Designer: Carolina Oliveira
Técnico Residente Biblioteca de Alcântara - José Dias Coelho: Bruno Costa
Equipa Biblioteca de Alcântara José Dias Coelho
LOCAIS, DATAS E HORÁRIOS
Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho (R. José Dias Coelho 27 - 29, 1300-327 Lisboa)
seis apresentações dentro do Festival DUO.
BILHETEIRA
Entrada Livre
MAIS INFORMAÇÕES
Apoio: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
