UM PAÍS QUE É A NOITE, da Nova Companhia, é apresentado nos dias 9 e 10 de agosto no Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, no Rio de Janeiro (Brasil). O espetáculo assinala os 50 anos da democracia em Portugal, a partir da correspondência trocada entre Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena entre 1959 e 1978. "Dois poetas da resistência antifascista lembram-nos o quanto é necessário lutar diariamente pelas nossas liberdades através das nossas palavras e dos nossos atos".
A dramaturgia e o texto são o resultado do encontro do encenador, dramaturgo e ator lisboeta Martim Pedroso, com a escritora e argumentista carioca Flávia Lins e Silva e a romancista luso-brasileira Tatiana Salem Levy.
Considerado um dos melhores espetáculos da 32ª edição do Festival Porto Alegre Em Cena de 2025, UM PAÍS QUE É A NOITE conta com as interpretações de Maria João Falcão, Tomás Alves, Afonso Lourenço e do próprio coautor e encenador Martim Pedroso.
O espetáculo estreou em fevereiro de 2025 no Teatro da Trindade. Esgotou nos palcos portugueses durante o 1º semestre de 2025 e surpreendeu o público brasileiro na passada edição do POA Em Cena (Porto Alegre).
SINOPSE
UM PAÍS QUE É A NOITE imagina um diálogo entre dois dos maiores poetas da resistência antifascista portuguesa a partir da coletânea de cartas Correspondência 1959-1978: Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena (ed. Guerra e Paz). No ano de 1959 em pleno Estado Novo, o engenheiro, professor, poeta, escritor e dramaturgo Jorge de Sena, horas antes de fugir para o Brasil, marca um encontro secreto com a sua amiga poeta Sophia mas o encontro é interrompido por dois agentes da PIDE. O espetáculo situa-se entre o drama histórico e o teatro documental e desenha um Portugal sinistro, cobarde, pouco evoluído e polarizado no seio de uma das ditaduras mais longas e miseráveis que a Europa viveu. UM PAÍS QUE É A NOITE é sobre a resistência de um país. É sobre a luta interminável entre os que mais amam a poesia e os que a desprezam, os que pensam por si e os que cumprem ordens, os que sonham e os que oprimem o sonho. O texto e a dramaturgia são o resultado da colaboração entre a escritora e jornalista carioca Flávia Lins e Silva, a romancista luso-brasileira Tatiana Salem Levy e o dramaturgo e encenador lisboeta Martim Pedroso.
FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto e dramaturgia: Flávia Lins e Silva | Martim Pedroso | Tatiana Salem Levy
Com excertos de: Jorge de Sena | Sophia de Mello Breyner Andresen
Direção e espaço cénico: Martim Pedroso
Interpretação: Afonso Lourenço | Maria João Falcão | Martim Pedroso | Tomás Alves
Consultoria: Eugénia Vasques | Jorge Lourenço
Figurinos e caraterização: Noé
Apoio ao espaço cénico (RJ) : Marta Vieira
Desenho de Luz e adaptação: Ricardo Campos
Composição de música ao vivo: Rui Melo
Interpretação de música ao vivo: Tomás Alves
Sonoplastia: Carlos Morgado
Vídeo: Rita Casaes
Operação técnica: Pedro Guimarães
Produção executiva (RJ): Marta Vieira
Direção de produção: Martim Pedroso
Coprodução: Nova Companhia | Teatro da Trindade – INATEL
Apoios: A Barraca Teatro | Galeria da Biodiversidade da Universidade do Porto \ Casa Andresen | NO é Artes Performativas |
Plural Entertainment
Apoio à Circulação: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e Fundação GDA
Projeto financiado pela República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto e Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril
Data de publicação: 03.08.2026

