Pedro Vilela, da TREMA!, vai estar em quatro cidades brasileiras — Recife, Limoeiro, Surubim (Pernambuco) e Salvador (Bahia) — entre 2 e 9 de setembro, para apresentar os espetáculos "Fissura" e "Figueiredo". O artista irá ainda apresentar o workshop "Onde a Cena Fissura — Estratégias de Circulação nas Artes Performativas" e participar no XII "Colóquio Internacional Cênico da Bahia", integrado no Festival Gestos da América.
A programação começa em Recife, nos dias 1 e 2 de setembro, com duas apresentações de "Fissura", no Teatro Hermilo Borba Filho, seguindo no dia 3 para Limoeiro, com três sessões agendadas no Galpão das Artes. Criado por Pedro Vilela e Alexandre Dal Farra, o espetáculo parte do encontro de um imigrante com uma manifestação de extrema-direita na Europa para iniciar uma investigação sobre violência, poder, discurso político "e as fissuras de uma sociedade atravessada pelo avanço de forças autoritárias". "Mais do que reconstruir um episódio, Fissura procura olhar para aquilo que permanece depois dele: as disputas em torno da memória, as narrativas construídas sobre a violência e as estruturas políticas e sociais que permitem que determinados acontecimentos sejam esquecidos, distorcidos ou naturalizados".
No dia 4 de setembro, o artista apresenta o workshop "Onde a Cena Fissura — Estratégias de Circulação nas Artes Performativas" em Surubim. A atividade propõe uma reflexão sobre circulação de trabalhos artísticos, estratégias de produção e difusão. A experiência de circulação do próprio artista serve como ponto de partida para uma conversa sobre os desafios e possibilidades encontrados por artistas e projetos que desejam ampliar sua atuação para além de seus territórios de origem. Ainda no dia 4, em Surubim, Pedro Vilela apresenta "Fissura" no Reduto Coletivo.
Nos dias 5, 6, 8 e 9 de setembro, o artista apresenta "Figueiredo" no Centro Cultural Barroquinha, em Salvador. "Figueiredo é uma palestra-performativa que parte de um documento que permaneceu oculto durante mais de quatro décadas. A partir desse arquivo, a obra estabelece relações entre história e memória, investigando uma política de destruição que atravessa a história brasileira desde 1500 e que tem como uma de suas expressões mais violentas o genocídio dos povos indígenas". A passagem por Salvador inclui ainda a participação de XII Colóquio Internacional Cênico da Bahia, que decorre na Sala de Conferências da Fundação Gregório de Mattos.
Data de publicação: 25.08.2026

