Binaural Nodar organiza "Justaposição" na aldeia de Ribolhos com a ceramista Rita Gomes

Residência Artística
Binaural Nodar organiza "Justaposição" na aldeia de Ribolhos com a ceramista Rita Gomes
Barro negro → Castro Daire

Fotografia de Rita Gomes

Pelo quinto ano, a Binaural Nodar organiza em Ribolhos (Castro Daire) uma residência artística que tem o barro negro e o património geográfico e cultural da aldeia como ponto de partida para expressões contemporâneas sobre o mundo rural. Depois de Luís Costa (2020), Nuno Vicente (2022), Ana Margarida Ferreira (2023) e Ana Carucci (2024), a associação cultural acolhe agora (entre 30 de agosto e 12 de setembro) a ceramista Rita Gomes, do ateliê Terracotta (Viseu). 

Com raízes familiares próximas de Ribolhos, Rita Gomes formou-se em arquitetura em 2010, mas foi na cerâmica que, 9 anos depois, encontrou a sua vocação. A sua linguagem estética caracteriza-se pelas formas orgânicas e minimalistas, texturas e cores naturais. A ceramista procura incansavelmente uma identidade ligada às suas raízes e ao lugar onde cresceu, deixando-se inspirar pelas serras e paisagens da Beira. Em 2022 criou a marca Terracotta Cerâmica e abriu a sua oficina ao público, em Viseu, proporcionando à comunidade local um espaço que convida à exploração artística e criativa e à partilha deste saber milenar.


JUSTAPOSIÇÃO

Esta é uma história sobre o nosso território através de pedaços de chão: barro e granito lado a lado, justapostos. 

Uma matéria moldada e uma outra que é encontrada. Um diálogo entre aquilo que se transforma e aquilo que permanece. 

As pequenas rochas graníticas recolhidas da serra do Montemuro, que outrora fizeram parte de muros para a atividade pastorícia, encontram agora novo lugar. 

Justapostas ao barro, são incorporadas em criações artísticas feitas pelas mãos da ceramista Rita Gomes, também ela filha da terra (Figueiredo de Alva). 

É o barro que se molda à pedra da montanha e, através do fogo, se cristaliza. 

Agora, a sua forma só faz sentido junto daquele pedaço de paisagem serrana.

Cada peça guarda uma tensão entre a fragilidade e a resistência, entre a delicadeza da superfície trabalhada pela mão e a presença bruta da pedra.

Justaposição fala, assim, de proximidade sem fusão. De matérias distintas que coexistem e, ao encontrar-se, revelam novas possibilidades.


Artista convidada: Rita Gomes
Documentação da residência: Liliana Silva e Andreia Mota
Parcerias locais: Ateliê Terracotta, Município de Castro Daire, União da Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos.
Cofinanciamento: República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e União Europeia, no contexto do projeto Europa Criativa Rede Tramontana


 

 

 


Data de publicação: 27.08.2026