Foi inaugurada ontem, dia 22 de outubro, a exposição Produção Artesanal Portuguesa: a atualidade do saber-fazer ancestral, que está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até dia 30 de abril de 2027.
A inauguração contou com a presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, do Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos, EPE, Alexandre Nobre Pais, e do diretor do Museu de Arte Popular, Gonçalo Amaro Carvalho.
Na sua intervenção, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, realçou a forma como esta exposição evidencia que tradição e contemporaneidade caminham juntas - através da relação com o design, a criação, a investigação e a inovação, criando novas possibilidades para estes saberes e para os territórios onde permanecem vivos.
O Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, destacou que as artes e os ofícios tradicionais portugueses são uma realidade viva e atual, representada por objetos recentemente produzidos, que incorporam conhecimentos acumulados ao longo de gerações, refletindo domínio técnico, ligação às matérias-primas e identidade cultural.
Organizada em torno de quatro eixos: o Sentido quotidiano, o Respeito pela paisagem, o Valor cultural e a Resiliência económica, a exposição realça o contributo das produções artesanais para a sustentabilidade dos territórios. Valoriza igualmente características como o simbolismo, a inteligência material, a minúcia técnica e a função de abrigo, revelando a riqueza dos saberes tradicionais.
Foi ainda destacada, ao longo das intervenções, a importância do Programa Saber Fazer e da recém-criada Rede Portuguesa Saber Fazer, que promovem a valorização, transmissão e divulgação destes conhecimentos, através da cooperação entre pessoas e instituições.
A parceria entre a Direção-Geral das Artes e a Museus e Monumentos, E.P.E., através do Museu de Arte Popular, reforça o objetivo do Programa Saber-Fazer: assegurar que os saberes ancestrais continuem vivos, reconhecidos e relevantes na sociedade portuguesa contemporânea.
A DGARTES agradece a todas as pessoas presentes e, particularmente, à Direção e Equipas do Museu de Arte Popular, pela presença e acolhimento desta exposição.
Um agradecimento especial a artesãs e artesãos, autores e instituições que gentilmente colaboraram na exposição através do empréstimo de peças, fotografias e material documental.
Data de publicação: 23 de outubro de 2026

