"O que podemos dizer de Pierre" de Vera Mantero é apresentado no Peru

Internacionalização
"O que podemos dizer de Pierre" de Vera Mantero é apresentado no Peru
com o apoio da DGARTES

© Susana Neves

O Rumo do Fumo apresenta "O que podemos dizer de Pierre", de Vera Mantero, no Encuentro Internacional Danza PUCP, no dia 9 de setembro, às 20h30, no Teatro del Centro Cultural de la Universidade del Pacífico, Jesús Maria, Peru. A proposta apresenta-se na linha de vários outros trabalhos da bailarina e coreógrafa, propondo "multiplicidades que põem em interação filosofia e intuição, verbal e não-verbal, racional e irracional".

O Encuentro Internacional Danza PUCP, que este ano celebra o seu 10.º aniversário, abriu no dia 8 de agosto com uma homenagem a Rossana Peñaloza, uma referência na área da dança contemporânea no Peru. O Encontro apresenta, até 13 de setembro, um programa de espetáculos, performances, residências, seminários e conversas abertas ao público, com o objetivo de "pensar a dança e o movimento a partir de ângulos diferentes, que possibilitem reconhecer as infinitas maneiras de investigar os corpos". 


SINOPSE
"O que podemos dizer de Pierre"

"Em 2006 e no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Dança apresentei no Porto, no Balleteatro, uma pequena improvisação ao som da voz de Gilles Deleuze dando uma aula sobre Espinoza e o seu conceito dos três tipos de conhecimento possíveis ao ser humano (o discurso em causa centra-se no 1º tipo de conhecimento, e mais básico, aquele em que quase todos se movimentam...). Manipulei as temporalidades do discurso de Deleuze, mas apenas minimamente, porque este já possui temporalidades muito particulares. E baseei o meu movimento na insistência e no grounding, um corpo que pressiona e empurra espaços e vai todo em direcção ao chão. Esta proposta apresenta-se na linha de vários outros trabalhos que tenho feito, em que proponho multiplicidades que põem em interacção filosofia e intuição, verbal e não-verbal, racional e irracional. O Festival Escena Contemporânea viu no Youtube o precário vídeo que lá se encontra com um excerto dessa experiência, interessou-se e propôs-me que desenvolvesse e apresentasse este trabalho". (Vera Mantero)


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Concepção e interpretação: Vera Mantero
Banda sonora: Gilles Deleuze (Excertos de “Spinoza: Immortalité et Éternité”)
Montagem da banda sonora: Vera Mantero com Vítor Rua e António Duarte
Luzes: Bruno Gaspar
Operação luz: Hugo Coelho
Produção executiva: O Rumo do Fumo
Coprodução: Festival Escena Contemporánea '11, Madrid