O jovem clarinetista português Tomás Maia e a Orquestra Juvenil Geração foram distinguidos na edição de 2025 dos Prémios Iberorquestras Juvenis, iniciativa do Programa Iberorquestras Juvenis que reconhece jovens intérpretes e agrupamentos musicais juvenis pelo seu mérito artístico, compromisso com os projetos em que se integram e impacto nas respetivas comunidades.
Na categoria Jovens Intérpretes, Tomás Maia foi selecionado como vencedor nacional, na sequência de um processo de avaliação por um júri internacional a partir das candidaturas apresentadas pelos representantes de cada país-membro do Programa, tendo sido classificado com a média mais elevada atribuída (9,33 em 10), ex aequo com as candidatas da Colômbia e do Equador, vendo assim reconhecido o seu percurso artístico e o contributo para os projetos que integra.
Na categoria Agrupamento Jovem, a Orquestra Juvenil Geração foi distinguida com o segundo prémio, sublinhando tanto a qualidade artística do trabalho desenvolvido como o seu relevante impacto social, nomeadamente na promoção da inclusão através da música, do acesso à educação artística e do desenvolvimento de competências pessoais e coletivas em crianças e jovens.
Os Prémios Iberorquestras Juvenis 2025 resultam de um processo de avaliação independente por parte de um júri composto por profissionais de reconhecido mérito, a partir das propostas apresentadas pelos Representantes dos Países no Programa (REPPI). As distinções agora atribuídas a Tomás Maia e à Orquestra Juvenil Geração evidenciam a qualidade artística e a diversidade dos projetos musicais juvenis desenvolvidos em Portugal e reforçam o papel do país no seio do Programa Iberorquestras Juvenis.
O Iberorquestras Juvenis é um programa de cooperação técnica e financeira criado em 2008 que visa incentivar e apoiar a conceção e a implementação da prática musical entre crianças, adolescentes e jovens como instrumento de formação, desenvolvimento artístico e pessoal e inclusão social, contribuindo para o fortalecimento do Espaço Cultural Ibero-Americano. Conta atualmente com 15 países-membros. Portugal aderiu a este Programa de Cooperação Ibero-Americana em 2023, sendo operacionalizado pela Direção-Geral das Artes.
Mais informações em: https://www.iberorquestasjuveniles.org/
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Sobre Tomás Maia:
Tomás Maia (n. 2007) iniciou os seus estudos de clarinete aos 7 anos na Academia de Música de S. Pio X e concluiu o Curso Secundário de Música no Conservatório de Música do Porto, com 19 valores, sob orientação de António Rosa e Ricardo Alves. Frequenta atualmente a Licenciatura em Música na Universidade de Aveiro com Horácio Ferreira, tendo frequentado masterclasses com clarinetistas como António Saiote, Calogero Palermo, Carlos Ferreira, Jérôme Voisin, Matthias Glander, Patrick Messina, Philippe Cupper e Wenzel Fuchs. Laureado em 11 ocasiões em 7 prestigiados concursos nacionais — com três primeiros, cinco segundos e três terceiros prémios, incluindo o Concurso Nacional de Jovens Clarinetistas (2021, 2024), o Concurso Internacional de Sopros do Alto Minho (2025) e o Concurso Interno do CMP —, foi distinguido em 2025 pelo Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim pelo projeto “À Descoberta do Património Musical”. Orquestralmente, foi duas vezes Chefe de Naipe na Orquestra de Jovens dos Conservatórios Nacionais, ocupa o lugar de Reserva na Jovem Orquestra Portuguesa e na Orchestre de Jeunes de Luxembourg (2025–2026), e integra a Orquestra Clássica da Maia e a Banda de Famalicão; em música de câmara, integra o Quinteto Quimera, com o qual venceu os prémios “Associação Comercial do Porto – Palácio da Bolsa 2025”, “Prémio dos Amigos do Conservatório do Porto” e Concurso Interno do CMP, realizando recitais com quintetos de Mozart e Brahms. Colabora com maestros como António Saiote, David Fiuza, Fernando Marinho, Franco Cesarini, Ignatius Wang, Ivan Meylemans, Jan Cober, Jan Wierzba, José Eduardo Gomes, José Ignacio Petit Matias, José Rafael Pascual-Vilaplana, Luís Carvalho, Pablo Urbina e Robert Houlihan; frequenta aulas de Direção Orquestral e, desde 2023, compõe — vencendo com “A Invasão” o Concurso Interno de Composição do Conservatório do Porto.
Sobre a Orquestra Juvenil Geração
A Orquestra Juvenil Geração, enquadrada na missão da Associação das Orquestras Sinfónicas Juvenis Sistema Portugal, visa a inclusão social de crianças e jovens em contextos de maior vulnerabilidade ou isolamento através da prática orquestral, promovendo o seu desenvolvimento bio-psico-social e contribuindo para a coesão social e territorial. Inspirada na metodologia do programa venezuelano El Sistema, integra repertório erudito e culturalmente diversificado que reflete a diversidade dos participantes, incluindo arranjos de cante alentejano, mornas, funaná, melodias romani, hindus, chinesas e fado. Entre os projetos desenvolvidos, destacam-se a participação no B-Me Blending Melodies - Bridging Cultural Identities (2021-2023), cofinanciado pelo programa Creative Europe da União Europeia e em parceria com o Sistema Cyprus e El Sistema Greece, que promoveu a cocriação de composições originais entre compositores locais e músicos/as migrantes ou refugiados/as; a ligação ao Sistema Europa, fomentando a cooperação internacional e a disseminação do modelo inclusivo; concertos emblemáticos como o Concerto para a Paz na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (com a Orquestra Sinfónica do Conservatório Nacional e a Orquestra de Música Tradicional do Afeganistão), o concerto na Casa da Música no Porto (52ª Conferência ESTA) e o concerto na Fundação Calouste Gulbenkian dirigido pela Maestra Joana Carneiro. A Orquestra Juvenil Geração já foi galardoada com a Medalha Municipal de Mérito da Amadora (2019), a Medalha de Ouro do 50º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos (Assembleia da República, 2018), o Prémio de Melhor Projeto de Intervenção Social da AGEAS (2018), a Menção Honrosa da Fundação Manuel António da Mota (2017), o reconhecimento como um dos 50 melhores projetos sociais da UE (2013-2014) e o Prémio Nacional de Professores do Ministério da Educação (Inovação, 2010).
Data de publicação: 10.03.2026

