Arte que transforma territórios: 28 entidades vão desenvolver projetos em 11 bairros periféricos

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Arte que transforma territórios: 28 entidades vão desenvolver projetos em 11 bairros periféricos
[Projeto de Decisão do Programa de Apoio em Parceria Arte e Periferias Urbanas]

O programa "Arte e Periferias Urbanas" vai financiar 10 projetos artísticos promovidos por 10 entidades artísticas beneficiárias de apoio direto e 18 entidades parceiras locais, num total de 28 entidades envolvidas. Os projetos abrangem as freguesias de Ajuda, Alfragide, Azurém, Buarcos e São Julião, Peniche, Rabo de Peixe, Rio de Mouro, Santa Maria Maior, União das freguesias de Beja (Salvador e Santa Maria da Feira) e União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, nas regiões da Grande Lisboa, Oeste e Vale do Tejo, Centro, Norte, Região Autónoma dos Açores e Alentejo.

O projeto de decisão deste segundo concurso do Programa de Apoio em Parceria "Arte e Periferias Urbanas" foi conhecida e comunicada hoje aos candidatos, apresentando resultados muito expressivos que demonstram, de forma inequívoca, a capacidade por parte das entidades artísticas de encontrar parcerias, envolvendo nos seus projetos associações, coletividades, sociedades recreativas, grupos informais e moradores, dando assim resposta a um dos principais objetivos deste programa. 

Com uma dotação de 500 mil euros, o concurso irá atribuir um montante médio de financiamento de cerca de 48 mil euros por projeto, num intervalo financeiro entre os 25 e os 50 mil euros.  

O Programa "Arte e Periferias Urbanas" resultou de um acordo de parceria entre a área governativa da Cultura — através da DGARTES — e a AIMA - Agência para a Integração, Migrações e Asilo, I.P. com vista a estimular a interligação das dinâmicas culturais existentes entre "territórios periféricos" e o "centro", através do apoio a projetos artísticos concebidos para e com as comunidades locais de territórios que, apesar de se localizarem em contexto urbano, surgem simbólica e/ou materialmente afastados das dinâmicas urbanas, constituindo um urgente desafio em termos de promoção da cidadania. Inédito, este programa tem introduzido novas abordagens e mecanismos que o tornam singular e inovador, destacando-se a obrigatoriedade de apresentação de candidaturas em parceria com pelo menos uma entidade localizada nos bairros ou zonas da freguesia de implementação dos projetos, como forma de incentivar a criação de sinergias e estimular a participação plena e ativa de artistas e comunidades locais em territórios caracterizados por uma concentração de múltiplas fragilidades materiais e sociais. 

Assente em objetivos estratégicos comuns, a continuidade da parceria entre a DGARTES e a AIMA vem reforçar o posicionamento de cooperação, consistência e flexibilização das políticas públicas de apoio às artes, que assumem um papel de intervenção social decisivo para a renovação das dinâmicas sócio territoriais em contexto urbano e para a valorização da igualdade, inclusão, integração e diversidade de culturas, etnias e religiões.

 

 

 


Data de publicação: 15.04.2026