A Direção-Geral das Artes (DGARTES) realizará, nos dias 28 e 29 de maio de 2026, no Teatro Clube de Penamacor, o Encontro Final dos projetos da 1ª edição do Programa de Apoio em Parceria "Arte e Coesão Territorial".
Promover boas práticas, potenciar sinergias e criar redes de partilha entre os participantes são os principais objetivos deste Encontro que reúne, pela quarta e última vez, os 34 projetos apoiados pelo primeiro concurso do programa que resulta de uma parceria celebrada em 2023 pela DGARTES e pelo Iscte – Instituto Universitário de Lisboa / Observatório Português das Atividades Culturais (OPAC) com o objetivo de fomentar a coesão territorial, corrigindo assimetrias regionais no acesso à criação e fruição culturais.
As edições anteriores do Encontro realizaram-se na Pampilhosa da Serra (janeiro 2024), em Miranda do Douro/Redondo (novembro/dezembro 2024) e na Sertã (junho 2025), tendo contado com as intervenções de Amândio Anastácio, Amélia Fernandes, Alice Semedo, Clara Camacho, Paulyne Caseiro, Eduardo Correia, Hugo Cruz, José Carlos Mota, José Soares Neves, Madalena Victorino, Magda Henriques, Manuel Gonzalez, Maria João Freitas, Marina Costa, Rui Telmo Gomes, José Reis, entre outros participantes. Nos 3 primeiros encontros, destaca-se o debate sobre temas como o envolvimento das comunidades e o impacto social e territorial dos projetos artísticos no territóriono, bem como a importância das redes e instituições na sustentabilidade dos projetos.
Com uma dotação financeira global de um milhão de euros, os apoios do primeiro concurso Arte e Coesão Territorial abrangeram 30 municípios localizados em 16 sub-regiões NUTS III, tendo envolvido atividades nos domínios de criação, programação e ações estratégicas de mediação, nas áreas de artes plásticas, design, fotografia, música, teatro e cruzamento disciplinar.
Dirigido a territórios de baixa densidade artística profissional (no que se refere à criação e programação artísticas), o Programa tem como principais fatores distintivos o foco na participação e envolvimento ativo das comunidades, estruturas, artistas e agentes artístico-culturais locais na conceção e criação de projetos, e a criação de mecanismos de continuidade dos projetos artísticos após a conclusão do período de apoio. Destaca-se, ainda, o foco no processo de desenvolvimento dos projetos no terreno (com a possibilidade de execução até 2 anos), permitindo uma significativa capacitação dos envolvidos na construção de redes sólidas e sustentáveis na relação com os territórios em que intervêm.
Data de publicação: 23 de abril de 2026

