A Direção-Geral das Artes realizará, no próximo dia 5 de maio, pelas 17h, no Convento São Bento de Cástris, em Évora, uma sessão de esclarecimento sobre o Concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo.
A iniciativa, acolhida pela Associação Évora 2027, contará com a intervenção do Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, que apresentará as principais linhas e orientações sobre o concurso para a criação da Orquestra Regional do Alentejo, cumprindo o objetivo de colmatar a ausência de uma orquestra regional com estatuto reconhecido, naquela região.
A proposta de criação da Orquestra Regional do Alentejo enquadra-se no novo regime jurídico das orquestras regionais (Decreto-Lei n.º 11/2024), que estabelece critérios claros de elegibilidade, financiamento e organização, e que prevê a possibilidade de criação de novas orquestras em regiões ainda não contempladas. Esta iniciativa responde, assim, a uma necessidade identificada pelas políticas públicas culturais e constitui um passo decisivo para a consolidação de uma rede nacional de orquestras regionais.
O concurso, cujo teor de abertura será divulgado nos dias seguintes à sessão de esclarecimento, prevê a atribuição de um apoio anual de 810.000,00€.
São destinatárias deste concurso as associações culturais sem fins lucrativos com sede na região do Alentejo, cujos órgãos sociais deverão incluir, no mínimo, cinco municípios do Alentejo, podendo abranger outros agentes locais ou regionais da região.
As orquestras regionais desempenham um papel estratégico na promoção da descentralização cultural, na democratização do acesso à música erudita em diferentes regiões do país e na valorização do património musical nacional.
Têm contribuído de forma decisiva para a formação de públicos, a profissionalização de músicos e a dinamização cultural das respetivas regiões.
Atualmente existem três orquestras regionais com estatuto reconhecido pelo Estado: a Orquestra do Norte (criada em 1992), a Orquestra Filarmonia das Beiras (1997) e a Orquestra do Algarve (2002, renomeada em 2013 como Orquestra Clássica do Sul e retomando o nome original em 2023).
Para a DGARTES, este passo marca a consolidação de uma política voltada para a coesão, dinamização do território e do tecido cultural, nomeadamente, da região do Alentejo.
Data de publicação: 30 de abril de 2026

