Espetáculo de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade termina digressão na Corunha

Internacionalização
Espetáculo de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade termina digressão na Corunha
30 maio > Teatro Rosalía de Castro [Corunha]

Alípio Padilha

A digressão de Quando Vem a  Taciturna De Limiar em Limiar O Presente Frágil  termina na Corunha, com a apresentação no Teatro Rosalía de Castro, no âmbito do ciclo TRC Danza 2026, no dia 30 de maio, às 20h30 (hora de Espanha).

Quando Vem A Taciturna De Limiar Em Limiar O Presente Frágil convulsiona limiares-feridas onde o presente se desagrega, se multiplica em centopeias de medo, ser-para-a-morte, ser-para-o-gozo, entrelaçado de circunvoluções que se violam uma a uma, regurgitando e vomitando com violência o frágil vazio do agora. Duplo sentido de tempo e dom, o presente é uma oferenda precária que se devora na voracidade, na fúria suavizada por melancolia que amarra e lambe momento a momento o instante e o fim. O eterno conflito entre passado, presente e futuro, apenas um orgasmo ontológico que de encruzilhada em encruzilhada confronta e excita a finitude. O presente frágil macera-se em profanações com a consciência dilacerada de uma flor decapitada com os dentes. Dança-se entre limiares – entre ser e não-ser, desejo e vazio, vida e morte, a transitoriedade uma carne amada e estilhaçada que revela a beleza do caos que nunca volta para trás. De limiar em limiar, a dança dá a parir momentos irrepetíveis não canceláveis pelo terror, metamorfoseando urgência apocalíptica em sobrevivência sobre os cadáveres, transmutando fragmentos em infinitudes vulneráveis, colapso em ressurreição, fim como génese.

A criação invoca as Mahavydias, deusas ferozes da sabedoria impura que dói e que ri, Fernando Pessoa delirando "Oriente a oriente do Oriente", Camilo Pessanha exalando melancolia entre lençóis de linho, Al Berto destilando medo em éter poético, Paul Celan invocando a "Canção de uma Dama na Sombra". Lamento que perdura quando se cala para sempre, cordas que na ausência vibram mais e mais. Quem ressurge das cinzas?” Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade

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FICHA ARTÍSTICA 

Direção, Coreografia, Dramaturgia e Formação Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade | Dança e Interpretação Sara Miguelote, Lucia Marrodan, Ethel Desdames e Marta Pieczul | Desenho de Luz Luís Ribeiro| Figurinos UN T | Cenografia NuIsIs ZoBoP & UN T | Música & Sonoplastia Paulo Costa & NuIsIs ZoBoP |  Desenho de Som João Oliveira  & NuIsIs ZoBoP | Teoria e Filosofia Hugo Calhim Cristóvão, Joana von Mayer Trindade, Celeste Natário, Carlos Pimenta, Cláudia Marisa, Cristina Aguiar, Ezequiel Santos, Hugo Monteiro Rui Lopo, Mário Correia, Nuno Matos Duarte, Elter Manuel Carlos, Chris Page, Afonso Becerra, Armando Nascimento Rosa, Madalena Xavier, Ana Coimbra Oliveira, Paulo Azevedo e Sofia Vilar Soares | Vídeo Os Fredericos | Fotografia Alípio Padilha e João Peixoto | Produção Executiva Cristina Aguiar & NuIsIs ZoBoP  | Coproduções: Casa das Artes de Famalicão, Centro Cultural Vila Flor – Guimarães, Teatro Stephens – Marinha Grande, Oficina Municipal do Teatro – Coimbra, Teatro Municipal de Bragança – Algures a Nordeste Festival de Dança Contemporânea, Teatro-Cine de Pombal / Casa Varela – Centro de Experimentação Artística, Fábrica da Criatividade — Castelo Branco e  DDD - Festival Dias Da Dança  | Apoio: Teatro Aveirense, Teatro Rosalía de Castro, Corunha | Residências Artísticas Casa Varela – Centro de Experimentação Artística, Kale/Armazém 22, Centro de Criação do Candoso / Fábrica Asa –  Guimarães, Teatro Viriato – Viseu, Casa Museu Afonso Lopes Vieira – Marinha Grande, Teatro Aveirense, Centro de Criação e Investigação Nuisis Zobop – Porto

A Nuisis Zobop é uma estrutura financiada por República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | DGartes / Direção-Geral das Artes

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